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Termômetro do Mercado: Agenda econômica ditará o humor do mercado

Nesta semana, uma série de indicadores dará um tempero especial ao cenário econômico brasileiro que já vive dias bem quentes, influenciado pela crise política, inflação, crise hídrica, mais os entraves para a aprovação da reforma do Imposto de Renda, PEC dos Precatórios e o novo Bolsa Família. Fatos que justifiquem o comportamento da bolsa nos últimos dias não faltam.

Agora há pouco foi divulgado o IGP-M, Índice Geral de Preços ? Mercado. Foi observada alta de 0,66% em agosto, depois de subir 0,78% em julho, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, FGV.

Também divulgado pela FGV, o Índice de Confiança de Serviços subiu 1,3 ponto, chegando a 99,3 pontos em agosto, maior patamar desde setembro de 2013, quando registrou 101,5 pontos. Já o Índice de Confiança no Comércio recuou 0,1 ponto em agosto, ao passar de 101,0 para 100,9 pontos. Em médias trimestrais, o indicador subiu 2,3 pontos, registrando a quarta alta consecutiva.

Como acontece toda segunda-feira, o Banco Central divulgou o Boletim Focus. A projeção da inflação para este ano foi de 7,11% para 7,27%. Há quatro semanas, era de 6,79%. A estimativa fica acima de 3,75% e rompe o teto do limite superior de 5,25%.

O PIB teve sua estimativa de alta rebaixada de 5,27% para 5,22%, enquanto a taxa Selic saltou para 7,50% ao ano até o fim de 2021. Há quatro semanas estava em 7%.

Amanhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulga a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, Pnad, referente a junho. No mês anterior, a taxa de desemprego ficou estável, na marca de 14,6%.

Na quarta, será conhecido o Produto Interno Bruto do segundo trimestre. Espera-se um crescimento de 0,2%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, manteve em 4,8% sua projeção de PIB para 2021 e de 2% para 2022.

No campo internacional o assunto continua sendo a condução da economia dos Estados Unidos. Como esperado, a declaração do presidente do Fed, Jerome Powell, não trouxe luz sobre o momento em que o Banco Central norte-americano começará a reduzir os estímulos à economia.

Para Powell, mais importante do que os preços subindo é acompanhar o desempenho do mercado de trabalho. Por isso, o relatório de emprego de agosto, o famoso Payroll, que deve ser divulgado na próxima sexta-feira, ganha ainda mais importância.

Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, disse que a instituição poderia começar a reduzir as compras mensais de ativos, no valor de US$ 120 bilhões, se o relatório da próxima sexta mostrar abertura líquida de pelo menos 850 mil empregos em agosto.

Na zona do euro, a confiança econômica caiu em agosto. Divulgado hoje, o Índice de Sentimento Econômico da Comissão Europeia foi de 117,5 pontos em agosto, se afastando da máxima recorde de 119 pontos em julho. O otimismo se arrefeceu em todos os setores. Na indústria foi de 14,3 para 13,7. Em serviços, de 18,9 para 16,8 e entre os consumidores para -5,3 de -4,4.

Na China, os investidores também aguardam novos indicadores como o PMI de compras da indústria e serviços, além de acompanharem o noticiário sobre as novas regras que estão prestes a serem anunciadas pelo governo chinês, que podem dificultar as empresas de internet do país a lançarem seus papéis nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, as bolsas de todo o mundo operam praticamente estáveis, mas discretamente no campo positivo.

Petrobras

A Petrobras vendeu a totalidade de sua participação acionária de 93,7% na empresa Breitener Energética S.A. para a Breitener Holding Participações S.A., subsidiária integral da Ciba Energy LP. O valor da venda foi de R$ 304 milhões.

Vibra Energia

Antiga BR Distribuidora, a Vibra Energia fará a terceira emissão de debêntures da companhia no valor de R$ 800 milhões e com vencimento em 11 de setembro de 2031.

IPO

A Claranet Technology, provedora de serviços de computação em nuvem, cibersegurança e dados, pediu registro para uma oferta inicial de ações. Segundo prospecto da operação, 84% dos recursos captados serão utilizados para a expansão da companhia via aquisições. O restante, financiará o crescimento orgânico e pagará despesas.

Fibra óptica

A Unifique, provedora de fibra óptica na cidade de Joinville, comprou as carteiras com 16 mil clientes das empresas Cristiano Holdefer & Cia, Vilmar da Silva Ltda e Alexandre da Cunha Cia., também de Joinville. O total da transação foi de R$ 40 milhões.