A Eletrobras será privatizada e a oferta de ações terá destinação diferente dos usos mais comuns, como investimentos, aquisições ou melhora da estrutura de capital. No caso da companhia, com exceção de uma pequena parcela secundária do BNDES (que venderá parte das suas ações de modo que a participação do governo atinja 45%), todo o montante levantado na oferta primária será destinado para o pagamento do bônus de outorga referente à mudança no regime das usinas de geração de energia elétrica. Concluída a desastização, a companhia poderá melhorar a sua alocação de capital e ser mais eficiente, especialmente quando puder se libertar das amarras de contratação de pessoal e de fornecedores, bem como quando decidir sobre extensão de prazos de concessão das usinas, gerando a liberdade para a negociação de preços e volumes dos contratos, o que impacta positivamente na receita futura. O lado negativo é que o processo criou encargos de R$ 43,6 bilhões, ou pouco mais de 60% da capitalização de mercado atual da empresa.