O Banrisul divulgou seu resultado do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 164,1 milhões, menor em 41% que o registrado no mesmo período do ano anterior, bem de acordo com as nossas estimativas. Os principais pontos foram a maior pressão nas margens (-7,1%) diante do mix mais conversador e do crescimento do custo de captação em maior velocidade que o crescimento das receitas com juros em um contexto de elevação da taxa Selic, além de maiores despesas com provisão (+90%) e administrativas (4,3%). As receitas de serviços aumentaram em 3% A/A impulsionadas principalmente pelo crescimento de 21,5% nas receitas da rede de adquirência (Banrisul Cartões), que compensaram as menores receitas de seguros, previdência e capitalização (-6,1%) e de tarifa conta corrente (-5,8%). A carteira de crédito alcançou o volume de R$ 42,4 milhões (15% A/A) puxada pelo crédito rural (+45%), seguido por PJ (+20%), imobiliário (+11,5%) e PF (+8,4%). O índice de inadimplência até diminuiu, encerrando o período em 1,95% vs. 2,07% no quarto trimestre de 2021 e 2,42% no primeiro trimestre de 2021. Em nossa visão existem outros bancos mais preparados para apresentar um maior crescimento de margem financeira e que estão sendo negociados a preços mais atrativos, além de 2022 ser um ano de eleição para governadores e presidente, o que pode gerar piores performances relativas nos bancos públicos frente aos pares privados. Portanto, mantemos uma visão mais cautelosa para BRSR6.