A BRF anunciou que precificou seu follow-on de 270 milhões de novas ações a R$ 20,00 por ação, um desconto de 7,5% em relação ao preço de fechamento. A oferta não contou com a venda do lote adicional previsto e representou um desconto de aprox. 20% em relação ao fechamento da véspera. Algo que pode ser visto como resultado da sinalização da Petros para uma possível judicialização do processo caso a Marfrig ultrapassasse a participação de 33,33% sem o acionamento da poison pill, o que limitou a participação do frigorífico de Marcos Molina na oferta à manutenção de sua posição atual de 31,66%. No total, portanto, a BRF levantou R$ 5,4 bilhões, bem abaixo do potencial de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões estimados próximo ao anúncio da oferta, mas ainda um reforço para a sua estrutura de capital, que já se encontrava em níveis relativamente desconfortáveis, com uma alavancagem (div. líq./Ebitda) acima de 3x atingida no último trimestre. Com o aumento de capital, o grau de alavancagem retorna a um patamar de aprox. 2x, uma condição bem mais favorável para a companhia seguir executando seu plano de crescimento, especialmente diante de um cenário macro desafiador e de margens pressionadas pelos altos custos de grãos.