O mercado local centra a atenção na repercussão do jantar entre o presidente Jair Bolsonaro e empresários, mas deixa no radar também o ministro da Economia, Paulo Guedes, três diretores do Banco Central e o secretário do Tesouro, Bruno Funchal, que participam de eventos ao longo do dia. Na cena externa, a expectativa é para fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, e dirigentes do Fed, um dia após a ata mais dovish do Fed, além da divulgação da ata do Banco Central Europeu.
Na Bolsa, as ações das estatais devem refletir com mais intensidade a busca de informações sobre articulação do governo.
Sobre Petrobras, vale mencionar a assinatura de um acordo judicial com a Eletrobras e a Amazonas Energia para a recuperação de um crédito no valor aproximado de R$ 436 milhões. Segundo a companhia, o acerto terá impacto positivo de R$ 328 milhões em seu balanço do segundo trimestre.
Em comunicado, a Petrobras explica que o acordo envolve o recebimento de valores litigados pelas controladas indiretas da petroleira (Breitener Tambaqui e Breitener Jaraqui) em face da Amazonas Energia S/A (devedora) e da Eletrobras (responsável solidária).
Do lado do consumo, vale destacar que o conselho de administração da Fleury elegeu Jeane Tsutsui como a nova diretora presidente da companhia. Há nove anos ela exercia a posição de diretora e agora vai substituir Carlos Marinelli, que deixa o cargo após sete anos. A transição ocorrerá até o final de abril.
Atenção ainda para as ações dos setores de varejo e bancos que podem reagir à nova regra do Banco Central para duplicatas eletrônicas, que pode dobrar o volume de crédito disponível para as linhas de antecipação de recebíveis e dar uma nova dinâmica para as companhias que trabalham com esse tipo de recursos.