O dia começou com o mercado acionário local operando em terreno positivo, embora a cautela permaneça como pano de fundo, ao passo que o investidor fica atento às negociações em torno do Orçamento de 2021 e aguarda a reunião dos presidentes dos três poderes, governadores e ministros para tratar da gestão da pandemia, além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participa de evento do BIS.
Lá fora, os sinais são mistos: bolsas americanas apontam alta, enquanto bolsas europeias têm tendência de baixa em função dos temores com o agravamento da pandemia de COVID-19 na Europa.
Por aqui, o destaque no noticiário corporativo fica com Carrefour Brasil, que informou ao mercado esta manhã que chegou a um acordo para adquirir o Grupo BIG (ex-Walmart Brasil) por R$ 7,5 bilhões. A operação será estruturada em duas etapas: o pagamento, em dinheiro, de R$ 5,25 bilhões aos atuais controladores da empresa, o fundo de private equity
Advent International e Walmart, e a incorporação dos 30% remanescentes do capital social pela subsidiária do grupo francês.
A transação, que o Carrefour Brasil espera ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2022, tem o potencial de gerar sinergias de R$ 1,7 bilhão ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia após três anos da conclusão da operação.
Por volta de 11h45, as ações ON do Carrefour operavam com alta de 14,74%, cotadas a R$ 22,11, em uma reação positiva ao negócio divulgado mais cedo. O Ibovespa registrava ganhos de 0,55%, aos 113.886,78 pontos.
As ações da Gol também figuravam entre as maiores altas na primeira hora de pregão. Hoje, os investidores repercutem notícia de que a aérea chegou a um acordo preliminar com aproximadamente 25% dos acionistas minoritários da Smiles e aumentou a oferta de relação de troca aos detentores de ações da empresa de fidelidade em 17,1%, de 0,825 para 0,966, implicando em preço de R$ 26,14 por papel. Segundo a Gol, o prêmio passa de 26,3% para 47,9% ao preço ponderado por volume (VWAP) para os 30 dias anteriores ao anúncio da potencial transação.
Entre as blue chips, atenções voltadas para a Petrobras.
De acordo com reportagem do Broadcast, às vésperas de deixar a presidência da companhia, Roberto Castello Branco vai tentar fazer com que o Conselho de Administração da estatal aprove hoje a última privatização de sua gestão – da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Em documento enviado aos membros do colegiado, ao qual o Broadcast teve acesso, a diretoria informa que o valor de R$ 1,65 bilhão fechado com o fundo de investimentos Mubadala é inferior à faixa média de referência calculada por ela, antes da pandemia.
A companhia rebateu, dizendo que no caso da RLAM contratou pareceres externos de instituições especializadas que avaliaram premissas utilizadas nas avaliações da refinaria, e opiniões independentes de instituições financeiras especializadas que atestaram o valor justo da transação. Reforçaram que todos os processos de venda de ativos são norteados por características técnicas, de produtividade e o potencial de geração de valor em diferentes cenários corporativos.
Agenda Econômica
A agenda internacional desta quarta-feira traz como destaque a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI) composto dos Estados Unidos e os testemunhos do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, e da secretária
do Tesouro americano, Janet Yellen, no Senado.