Os mercados ao redor do mundo têm uma quinta-feira positiva, um dia após o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reafirmar sua postura. Bolsas internacionais e petróleo sobem, impulsionados também pelo otimismo gerado com o início da vacinação contra COVID-19 em vários países ( EUA, Canadá, Reino Unido, Rússia) e um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia. Além disso, o investidor global tem esperança de que a qualquer momento possa finalmente sair o pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos.
No mercado acionário, os holofotes estão nas construtoras, siderúrgicas e aéreas. Tenda, por exemplo, anunciou ontem que irá montar uma fábrica de “wood frame” – painéis com estrutura de madeira, no interior do Estado de São Paulo, com capacidade de erguer 10 mil casas por ano a partir de 2026. A linha de produção da fábrica terá 215 metros, os equipamentos serão trazidos da sueca Randek em 15 contêineres.
A construtora estima investimentos de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões até estabilizar a operação da planta industrial. Atualmente, no Brasil, apenas a paranaense Tecverde produz painéis com estrutura de madeira que utiliza para montagem de casas.
No varejo, destaque para as mudanças na estrutura organizacional da Magazine Luiza, com a criação de três novas vice-presidências: de operações – responsável pelas lojas físicas e pela área de logística e distribuição -, de negócios – que responderá pelas áreas comercial e de marketing de todas as categorias e marcas do Magalu, inclusive canais de vendas – e de plataforma – que terá como missão construir o sistema operacional do varejo brasileiro, com soluções tecnológicas para varejistas.
Do lado das aéreas, confirmando o que foi divulgado em reunião com investidores e analistas ontem pela manhã, a Azul espera operar com 90% da sua capacidade doméstica neste mês, enquanto a capacidade total deve chegar a 70%. Nos três primeiros meses de 2021, a oferta em voos nacionais deve chegar a 100%, enquanto no total vai a 85%.
Na visão do nosso time, os resultados da companhia no terceiro trimestre ainda mostram um forte impacto da pandemia, mas com sinais de recuperação. Esta retomada pode ser acelerada com a vacinação da população ou atrasada com uma segunda onda e, por isso, as ações da Azul têm apresentado bastante volatilidade com o noticiário.
A Marcopolo, por sua vez, firmou contrato para vender sua participação de 49% na Tata Marcopolo Motors, empresa com sede na Índia, para a Tata Motors, que é a outra acionista da companhia, por US$ 13,5 milhões. A companhia também fechou um acordo de licenciamento para que a Tata Motors use a marca da empresa mediante o pagamento de royalties sobre as receitas dos produtos vendidos, pelo período mínimo de 3 anos.
Dentre as siderúrgicas, atenção para a Usiminas, que anunciou produção de 533 mil toneladas de laminados nos últimos 45 dias, ficando 0,2% acima da média diária do primeiro trimestre de 2020 e 6,4% acima da média diária de 2019. Já o volume total de vendas foi de 577,6 mil toneladas no mesmo período, ficando 11,5% acima da média diária do primeiro trimestre de 2020 e 14,1% superior à média diária de 2019.
A companhia também informou a assinatura de um Termo de Acordo Judicial com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para encerrar todas as controvérsias relacionadas a um processo administrativo e outro judicial, além das demais demandas relacionadas ao caso de formação de cartel. A empresa não dá mais detalhes sobre os processos.
Já as ações da Vale podem repercutir a retomada, hoje, da audiência sobre a negociação de um acordo entre a mineradora, o Estado de Minas Gerais e órgãos, como o Ministério Público e a Defensoria Pública sobre indenizações de Brumadinho (MG). O pedido de reparação feito pelo governo e as autoridades é de R$ 54,6 bilhões, mas a Vale calcula chegar a um acordo próximo dos R$ 19 bilhões. Destaque para o minério de ferro, que subiu 1,30% em Qingdao, na China, a US$ 158,49 a tonelada.