No primeiro trimestre do seu ano safra, a receita líquida da BrasilAgro atingiu R$299,8 milhões (-20,7% a/a), reflexo da queda de 28,5% a/a no preço do Consecana e de um volume de soja comercializada 68% menor que no 1T22, estratégia adotada pela companhia em função da queda de 17% no preço do grão desde o seu pico de preço em maio. O EBITDA ajustado atingiu R$107,1 milhões (-52,2% a/a), com margem de 35,7% a/a (-23,5 p.p. a/a). A redução da margem foi resultado dos maiores custos dos insumos que elevou o custo principalmente das lavouras de soja, milho e cana-de-açúcar, além de uma menor diluição dos custos fixos devido aos menores volumes de soja.
A companhia também atualizou suas estimativas para a safra 2022/2023, nas quais projeta um aumento de 2% na área plantada, com a incorporação das áreas transformadas e novos arrendamentos ao portfólio compensando a redução devido à comercialização de terras. Em termos de produção, a companhia espera um aumento de 7,8% a/a, mas 1% abaixo das projeções anteriores, resultado das menores produtividades esperadas para o milho (-9%) e algodão safrinha (-5%). Por fim, a companhia também anunciou uma pequena venda de uma participação de 1,4% na fazenda Morotí localizada no Paraguai. A área comercializada foi de 863 hectares a um preço de US$1,5 milhão, o que representa TIR em dólares de 27,9%. Essa foi a primeira venda da fazenda que ainda conta com 58.722 hectares, a maior parte ainda em desenvolvimento. Apesar de pequena, a venda reforça o foco da BrasilAgro em sua estratégia de comercialização de terras.