Em um trimestre desafiador para o setor de móveis e decoração, a Mobly apresentou um resultado misto e dentro de nossas estimativas. O seu desempenho no geral foi melhor tanto na base anual quanto na trimestral, em que vimos uma tendência de recuperação, com o EBITDA Ajustado em patamar positivo como destaque, revertendo a tendência negativa dos dois últimos trimestres. No lado positivo, destacamos principalmente a recuperação de rentabilidade e continuidade do plano de expansão. Do lado negativo, a retração de 4,5% a/a do GMV, que também ficou abaixo do crescimento reportado da Westwing de 2,4% no trimestre. O GMV reportado apresentado foi dentro de nossas estimativas e totalizou R$ 254 milhões (-4,5% a/a), enquanto a receita líquida foi R$ 190 milhões, com um crescimento tímido de 4,4% e 1,3% acima de nossas estimativas. O descasamento entre GMV e receita líquida é resultado do menor prazo de entrega atingido no trimestre quando comparado ao 4T20, que acarretou um reconhecimento mais rápido de receita. Embora a companhia tenha sido impactada pelos maiores custo de matéria prima, o lucro bruto reportado foi de R$ 78 milhões (+13% a/a), com uma expansão de margem de 3,1 p.p., resultado principalmente do maior repasse da alta dos produtos para os consumidores. O EBITDA ajustado positivo de R$ 1,8 milhões foi o destaque, revertendo o valor negativo de R$ 6,4 milhões do 4T20, resultado de uma maior alavancagem operacional. Por fim, a Mobly apresentou um prejuízo líquido de R$ 16,6 milhões, com uma melhora de R$ 7 milhões na base anual.