Notícia

BMG: resultado 4T21

O Banco BMG divulgou o resultado do 4T21 praticamente em linha com o trimestre anterior e um pouco acima do que esperávamos, com lucro líquido recorrente de R$ 48 milhões, menor em 29% na comparação de ano contra ano, mantendo o ROE na casa de 5%. A margem financeira continuou pressionada devido ao mix de produtos da carteira e maior custo de captação, além das maiores despesas de pessoal (+7,8% T/T) e administrativas (+10,8% T/T). Vale comentar que o aumento do teto da taxa de juros do consignado em dezembro de 2021 foi positivo para o banco e que, apesar de não ter tido efeito ainda na margem financeira do 4T21, passará a contribuir positivamente nas receitas a partir de janeiro 2022 diante da reprecificação da carteira. Seu índice de eficiência foi de 64,1% em 2021, aumento de 9,9 p.p. em 12 meses puxado pelos maiores investimentos em digitalização e em marketing e pelo aumento de equipe. A carteira de crédito encerrou o período com montante total de R$ 15,9 bilhões, superior em 14% no ano, ficando acima do guidance divulgado, sendo 89% varejo, em linha com a estratégia do banco. Buscando a diversificação dos produtos, o banco vem expandindo a linha de antecipação do FGTS, que, apesar de ainda pouco representativa no total emprestado, cresceu quase 400% no 4T21, com bom potencial de alavancagem. Recentemente foi aprovada a parceria com a Araújo Fontes que irá ampliar a oferta de produtos e serviços, acelerando o crescimento dos negócios de atacado. A companhia divulgou o guidance para 2022 com projeções otimistas para o crescimento da carteira de crédito (entre 17% e 21%) e aumento em até 25% tanto para margem financeira como para as despesas. Em nossa visão o BMG vem evoluindo no número de clientes totais, atingindo 9,1 milhões no trimestre (+50,5% A/A) e tem conseguido ativar esses clientes (6,3 milhões), o que deve trazer uma maior monetização para o banco no longo prazo, ampliando suas linhas de receitas.